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residência  artística  casa  tempo

Agosto de 2025, primeira imersão

Mediação Emilliano Freitas e Juliana Freire

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Conheça nossas artistas residentes da Casa Tempo - 1ª edição. 

Juliana Rochet (Goiânia/GO. Vive e trabalha em Brasília/DF) é professora da Universidade de Brasília (UnB), com atuação nos campos da cultura, memória e processos educativos sensíveis. Mobiliza o trabalho manual e as histórias de vida como gestos pedagógicos e poéticos. Coordena projetos de ensino, pesquisa e extensão voltados para as artes, saberes e ofícios tradicionais e camponeses. Na produção artística, dedica-se ao fazer têxtil e às narrativas visuais. Desenvolve bordados autobiográficos e participativos, com presença no Instagram, onde compartilha instalações têxteis e vídeos-poesia que dialogam com afetos, memórias e ancestralidade. Mulher do Cerrado, nascida em Goiânia, vive com a família em Brasília, onde trabalha e cria. É mãe de uma menina que ama histórias, costuras e mágicas.

 

Mariana Coan (Vive entre Porto Feliz/SP e São Paulo/SP) é uma ilustradora e artista multidisciplinar que explora a inter- secção entre natureza, arquitetura e experiência humana. Seus projetos  abordam temas como as relações simbióticas entre humanos e plantas, a arquitetura vernacular e a resiliência de espécies vegetais ruderais.

 

Vinícius Monte nasceu na zona norte do Rio de Janeiro. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Artista visual de formação interdisciplinar, sua poética questiona os sistemas de consumo, descarte e desigualdade. Seu trabalho se desenvolve na descolonização do imaginário, explorando fotoperformances e a apropriação de objetos e materiais cotidianos. Sua pesquisa transita entre a deriva, a transmutação e a ruína, reivindicando o simbólico como ferramenta crítica e a arte como um modo de imaginar outros mundos.

Thereza Salazar (Uberlândia, MG) é artista visual. Vive e trabalha em São Paulo. Sua pesquisa poética se desenvolve a partir de um ambiente gráfico expandido, explorando colagens, recortes e sobreposições como formas de intermediar novas relações entre imagem e mundo. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia, participou de exposições em instituições como Paço das Artes, Sesc SP, Galeria Emma Thomas, Museu da Cidade de São Paulo e Centro Cultural São Paulo, além de mostras internacionais na Argentina, Portugal, França e Grécia. Suas obras integram acervos como o do Centro Cultural São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade, Sesc SP e Coleção de Arte da Cidade de São Paulo.

Ana Mundim (Rio de Janeiro/RJ. Vive e trabalha em Fortaleza/CE) Multiartista. Doutora em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (2009) e Universitát Autónoma de Barcelona (UAB). Realizou estágios de Pós Doutorado pela Universidade de Barcelona (2015) e pela UNICAMP (2024). É professora adjunta da Universidade Federal do Ceará (UFC). Produziu as seguintes exposições: Na Pele (Uberlândia); Perpetua (Campinas); Ventanas (Uberlândia); Cartas Abertas ao Desejo (Exposições Coletivas Digitais Permitir o afeto e Se antes do fim..., no Maré Foto Festival; Fortaleza – BNB / Galeria Mariana Furlani; Campo Grande – Casa Cor / Parque das Nações Indígenas; Goiás – Cineteatro São Joaquim), Aquilo que habita em mim (Campinas - Casa de Vidro; Fortaleza - Museu da Cultura Cearense; Palmas - Sesc Tocantins). Integrou o Salão de Abril 2021 (Fortaleza - Ceará) e duas edições do Fotofestival Solar. Em 2023 integrou a oitava edição do Laboratório Oma de Artes Visuais (SP) e o Experimental Photo Festival (Barcelona).

 

 

 

Residência Artística Casa Tempo - Goiás

 

Título do projeto Compartilhar Saberes: Contracolonialidade, Ecologia e Memória

Local: Casa Tempo, Centro Histórico da Cidade de Goiás

Duração: 14 dias _ de 30 de julho a 12 de agosto

Produção e Mediação Juliana Freire e Emilliano Freitas

 

Conceito

A residência artística Casa Tempo propõe uma imersão nas lógicas do compartilhar, fundamentada nos conceitos de contracolonialidade, saberes ancestrais e relações ecológicas e culturais. Localizada na Cidade de Goiás, Patrimônio Cultural da Humanidade e antiga capital do estado, a residência reunirá cinco artistas visuais para dialogar com as tradições locais, a paisagem natural do Cerrado e o patrimônio cultural da cidade. Durante o programa, os artistas produzirão obras que se relacionem com os temas abordados, integrando as práticas artísticas ao contexto histórico, social e ambiental da região.

 

 

A Cidade de Goiás é marcada por sua história ligada a comunidades tradicionais, que preservam práticas como cerâmica, fitoterapia, culinária, benzimentos e festas populares. Essas práticas ancestrais são compreendidas como patrimônio imaterial e formas de resistência cultural. A residência buscará fomentar reflexões sobre a ecologia e o impacto humano, incentivando práticas artísticas que considerem essa paisagem. Inspirada pelo conceito de contracolonialidade, a lógica do compartilhar é entendida como uma construção conjunta a partir de diferentes saberes e experiências, em oposição à visão colonial de apropriação e hierarquia.

A Casa Tempo busca ser um espaço de encontro entre artistas e a comunidade local. Durante os 12 dias de residência, os (as) artistas terão acesso a práticas de mestres locais e interação com comunidades tradicionais, como o Quilombo Alto Santana, fortalecendo a relação entre arte, cultura e território. O programa integra práticas artísticas, experiências imersivas e visitas a locais de relevância cultural e ambiental. A Casa Tempo, com infraestrutura que inclui dormitórios privativos e um ateliê coletivo, oferece condições para a convivência e o desenvolvimento de projetos conectados aos temas propostos.

Infraestrutura da Casa Tempo

  • Dormitórios: 5 quartos (1 suíte casal, 1 quarto casal, 1 suíte com 2 camas de solteiro, 1 quarto solteiro

  • Espaços compartilhados: Cozinha, ateliê coletivo, terraço, lavanderia, pátio e amplo jardim/quintal.

  • Características: Casa histórica restaurada, c/ móveis de design, obras de arte e localização privilegiada no Centro Histórico de Goiás. Wifi, som, ar condicionado, 250 m2 construido e 500 m2 terreno. 

 

Atividades da Residência

 

Ateliê de Produção Livre

Espaço para os (as) artistas experimentarem e desenvolverem seus projetos, com liberdade criativa e infraestrutura básica de apoio.

Leitura de Portfólio com os Mediadores

Encontros individuais para receber feedback sobre o portfólio e direcionamentos para o desenvolvimento artístico.

Compartilhamento de Experiências Poéticas

Espaço para troca de ideias e saberes entre os (as) artistas, promovendo diálogos informais sobre processos e pesquisas.

Visitas de Colecionadores, Professores, Curadores e Artistas

Visitas de profissionais do sistema da arte e outros criadores, com o objetivo de promover trocas sobre os processos e obras dos (as) artistas da residência. Essas visitas possibilitarão feedbacks, discussões sobre o trabalho, e a criação de redes de contato e futuras parcerias, enriquecendo a experiência dos participantes.

 

Emilliano Freitas

1983, Tupaciguara/MG. Vive e trabalha em Goiás/GO

Artista visual e professor universitário. Suas investigações artísticas abrangem as relações entre autobiografia, temporalidades e espacialidades. Discute como as memórias são possibilidades para pensar a contemporaneidade, recorrendo a contranarrativas para reposicionar as relações afetivas. Dessa forma, brinca com o real e o ficcional através da construção poética de imagens, negociando as relações entre o íntimo e o coletivo. Ao utilizar suas vivencias e arquivos enquanto elementos para a criação, recorre a materialidades domésticas para produção de sentidos, trabalhando com desenho, pintura, audiovisual e performance. Nos últimos anos realizou exposições em MAR - Museu de Arte do Rio (RJ), Instituto Inclusartiz (RJ), Museu de Arte Contemporânea de Jataí (GO), Vila Cultural Cora Coralina (GO), Museu de Arte de Britânia (GO), Casa de Cultura Mario Quintana (RS), MuNA (MG), Galeria Ido Finnoti (MG), Galeria Capibaribe (PE), dentre outros. Doutor em Arte e Cultura Visual (FAV-UFG), mestre em Artes (PPGA-UFU), especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação (SENAC/MG) e Graduado em Arquitetura e Urbanismo (UFU). É membro do CAPU (Coletivo de Ações Poéticas Urbanas) e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás – Câmpus Goiás. @emilliano 


 

Juliana Freire 

1977, Belo Horizonte MG, há 23 anos em São Paulo e há 3 anos vive entre Cidade de Goiás GO e SP.

Artista, ilustradora, produtora cultural independente. Transtemporalidade e transespacialidade são algumas das investigações de sua prática em desenho, bordado e performance. Graduada em Artes Plásticas pela UFMG, co-fundadora da Galeria Emma Thomas. A galeria atuou 12 anos (2006-2018) em São Paulo e 1 ano em NY, com foco em representatividade para artistas jovens e democratização do mercado primário de arte contemporânea. Desenhou e produziu mais de 200 exposições e participou de mais de 30 feiras de arte nacionais e internacionais. Como artista, fez diversas mostras individuais e coletivas. Em 2021, lança ‘Eldorado’, um curta-metragem em co-autoria com Emilliano Freitas, premiado em 5 festivais de cinema. No início da sua carreira profissional, foi estilista e/ou diretora de arte no mercado de moda por 12 anos em marcas como Zoomp, Vide Bula, Nike, Santista Textil (Tavex). Co-editora da revista Gudi, duas edições publicadas pela Nike Brasil. 

Há 17 anos ilustra semanalmente no Jornal A Folha de São Paulo, coluna dominical do jornalista Elio Gaspari. @ativismocosmico

 

ARTISTAS CONVIDADOS
BENEDITO FERREIRA
GLAUCO GONÇALVES
PEDRO DINIZ

 

 

Os artistas Benedito e Glauco vieram para uma conversa sobre processo criativo e sobre o o desenvolvimento dos projetos que trabalhavam no momento. Em outro encontro, Pedro apresentou 2 vídeos sobre a cultura do cerrado, um curta e um documentário para os artistas residentes e artistas locais que participavam das atividades da casa. Após a seção houve uma conversa sobre as obras.

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Benedito Ferreira é artista visual e pesquisador. Sua prática investiga a imagem como escrita, explorando a poética dos arquivos, seus modos de montagem e o apagamento das fronteiras entre documento e ficção. Transita entre audiovisual, objetos, instalação, direção de arte, cenografia e fotografia, sem estabelecer hierarquias entre os meios. Nos últimos anos, apresentou sua produção artística e colaborou com instituições como o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (Portugal), The Room Projects (França), Armenian Center for Contemporary Experimental Art (Armênia), Kolorowa Cultural Center (Polônia), Espacio de Arte Contemporáneo (Uruguai), Center for Contemporary Art Tbilisi (Geórgia) e Czong Institute for Contemporary Art (Coreia do Sul). Foi indicado ao Prêmio Destaque Região Centro-Oeste da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em 2023. Suas obras integram acervos como o Museu Nacional de Belas Artes (RJ), o Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC GO), o Museu de Arte Contemporânea de Jataí (GO), o Museu de Artes Plásticas de Anápolis (GO), o Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS GO), o Centro Cultural Universidade Federal de Goiás (CCUFG), a Pinacoteca Municipal Miguel Dutra (SP), o Netherlands Institute for Sound and Vision (Holanda) e o Itaú Cultural (SP), entre outras coleções públicas e privadas.

É doutor em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestre em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e graduado em Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Diplomado em Cenografia e Figurino pela SP Escola Superior de Teatro – Faculdade das Artes do Palco. 

Glauco Gonçalves é doutor em Geografia Urbana pela USP, pós-doutorando em Artes Visuais na Unb e docente adjunto da UFG. Suas experimentações investigativas centram-se nos usos e disputas pela cidade. Atua garimpando em pequenas te(n)sões da vida cotidiana e mergulhando entre escombros. Suas produções artísticas participaram de exposições no Museu das Bandeiras, Galeria Piloto Unb, e Centro Cultural Otto Marques, dentre outros. Orfanato Pictórico com 193, com obras adotadas na Feira da Marreta, e Marcha para o fim do Oeste, são suas duas exposições individuais. É membro do Núcleo Interdisciplinar de Patrimonio, Artes e Memória (NIPAM) do Museu Antropológico da UFG. Professor do Programa de Pós-Graduação ProCidades da Faculdade de Artes Visuais da UFG. Co-fundador e diretor criativo do Museu do Depois do Amanhã (MUDDA). É colunista da revista Ermira Cultura.

 

 

Pedro Diniz é natural de Belo Horizonte e fez sua carreira como cineasta documentarista na região do Planalto Central Brasileiro, concentrando sua atenção nas múltiplas manifestações da cultura popular dos povos cerratenses. Sua trajetória acadêmica passa pela Universidade federal de Goiás, onde se formou como bacharel como Comunicador Social (1995), na Pontifícia Universidade Católica do Estado de Goiás concluiu o curso de especialização em Relações Internacionais (2009) e recentemente concluiu o curso de pós-graduação em mestrado profissional em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio na Universidade Estadual de Goiás (2022). Como educador lecionou na Faculdade Cambury, Faculdade Sul Americana, Universidade Estadual de Goiás – Campus Laranjeiras e Instituto Federal de Goiás – Campus Cidade de Goiás, em disciplinas desde a criação de roteiros, formulação e formatação de projetos culturais, técnicas de edição e captação de imagem e som para o cinema e audiovisual. Enquanto articulador de políticas públicas para o segmento audiovisual, ocupando o cargo de diretor da Associação Brasileira de Documentarista - Seção Goiás- implantou a mostra competitiva de filmes produzidos por cineastas goianos, paralela à realização das edições do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA) desde 2001. Como empreendedor no segmento do audiovisual, além de produzir filmes documentários para instituições privadas e públicas, realiza o Festival de Cinema e Memórias Cerratenses (2021 e 2022) sediado na Cidade de Goiás, onde reúne produtos audiovisuais realizados na região Centro-Oeste. Nas redes sociais e plataforma do Youtube mantém canais de interlocução e exibição de sua constante produção audiovisual no segmento de filmes patrimoniais desde 2014. Em 2022 recebeu o título honorífico de Cidadão Vilaboense pela Câmara de Vereadores da Cidade de Goiás e foi diplomado com o título de Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás pelo seu trabalho em prol da pesquisa histórica, geográfica e cultural no Estado de Goiás. É professor na cadeira de cinema e audiovisual do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual e curso técnico integrado de produção de áudio e vídeo do Instituto Federal de Goiás, campus cidade de Goiás.

registros do processo, do ateliê aberto
e das andanças pela cidade


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